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O suporte ao formato 3D definitivamente deixou de ser novidades. Cinemas, televisores, Blu-ray players, video games e até mesmo celulares invadiram o mercado nos últimos dois anos propagando a ideia de imagens ultrarrealistas, dando a impressão de que o espectador está, de fato, inserido no ambiente em que elas se passam.

Entretanto o que talvez você não saiba é que, embora o princípio de uma imagem 3D seja sempre o mesmo, existem várias maneiras de ela se formar e chegar até os seus olhos, cada uma com suas particularidades e aplicações distintas. 

Para que você não tenha mais nenhuma dúvida sobre o assunto, o Baixaki foi pesquisar quais são as diferenças entre cada uma das imagens percebidas por um tipo diferente de aparato em três dimensões. Você perceberá que a explicação do funcionamento é muito mais simples do que você possa imaginar.

Formação de imagem e diferentes tipos de 3D

Basicamente, existem quatro formatos distintos de tecnologias de projeção em 3D: anaglifo, polarizado, paralaxe e ativo. Embora apresentem resultados completamente distintos, em linhas gerais, o princípio que rege a formação das imagens é exatamente o mesmo e entendê-lo é crucial para poder perceber quais são as diferenças que eles apresentam entre si.

A formação de uma imagem em três dimensões, de fato, não existe. O efeito é conseguido graças à maneira como o cérebro humano percebe as imagens. Na prática, para que haja uma imagem 3D, são necessárias duas imagens sobrepostas, projetadas em ângulos diferentes.

Ao perceber que se tratam de duas imagens, ou imagens que não estão perfeitamente alinhadas entre si, o cérebro humano intuitivamente tenta alinhá-las e, para isso, coloca uma em primeiro plano e outra em segundo plano. O resultado obtido simula a sensação de profundidade campo, dando a nítida impressão de que uma imagem está mais próxima do que a outra. Esse é um processo natural do olho humano, uma vez que vemos em três dimensões. 

Anaglifo

Se já vemos em 3D, por que precisamos então de óculos? Simples, as imagens projetadas pelo aparelho de TV são em 2D, ou seja, não transmitem a sensação de profundidade. Para que isso aconteça é preciso “trazer” parte da imagem para frente, acentuando o efeito de primeiro e segundo planos. Contudo, existem várias formas de potencializar esse efeito.

Um dos modelos mais antigos e conhecidos é o 3D anaglifo. Você já deve conhecê-lo, uma vez que se trata daqueles óculos com lentes azuis e vermelhas. Embora ele não proporcione fidelidade de cores e, por isso mesmo, venha sendo aos poucos descartado pela indústria, o princípio de ativação para simulação da imagem segue a mesma regra dos demais.

Ao ver uma imagem com esses óculos a lente vermelha oculta os tons de ciano. Já a lente azul, oculta os tons de vermelho. O resultado disso é que apenas um dos olhos percebe cada uma das cores, ainda que elas se refiram ao mesmo objeto. Na tentativa de juntar as duas imagens, o cérebro sobrepõe uma à outra, dando a sensação de profundidade de campo – o efeito 3D.

Alguns DVDs infantis e voltados para o público adolescente ainda incluem óculos desse formato feitos para potencializar a profundidade de campos. Filmes como A Era do Gelo 3 e shows do grupo Jonas Brothers estão entre os títulos lançados com esse complemento. 

Os maiores pontos negativos ficam por conta da modificação acentuada da maneira como os tons de cores são percebidos e pelo uso contínuo para filmes com mais de uma hora de duração, uma vez que o resultado é extremamente incômodo em exposições muito longas.

Polarizado (ou passivo)

O 3D polarizado é o mais utilizado atualmente pela indústria. Ele está presente nos óculos das salas de cinema e também nos pares que acompanham os primeiros modelos de TV e computadores lançados com suporte para esse formato.

O princípio de formação de imagem é exatamente o mesmo. A diferença é que não há a necessidade de lentes coloridas para bloquear determinados matizes, logo a fidelidade de cores é muito maior. As duas imagens projetadas são emitidas em ângulos distintos.

Ao serem vistas com os óculos elas são desviadas e bloqueadas, de acordo com o ângulo que são recebidas. Ou seja, o olho esquerdo perceberá apenas imagens de uma angulação enquanto o direito só perceberá imagens de uma angulação distinta. Essa angulação pode ocorrer de duas formas: linear e circular. E descobrir qual é a utilizada no óculos que você tem em mão é muito simples.

Contra a luz, coloque o óculos na vertical. Se as lentes ficarem completamente pretas é sinal que a polarização é linear. Mas o que uma difere da outra? Como o próprio nome indica, na polarização linear as imagens são “lidas” em linha. Assim, se você inclinar a cabeça para o lado, perceberá uma perda no efeito 3D. 

Já na polarização circular isso não ocorre, uma vez que a angulação de imagens pode ser “lida ou bloqueada em qualquer uma das direções. As salas de cinema, em sua maioria utilizam a polarização circular. Já as TVs e PCs utilizam a linear justamente pela característica dos aparelhos, já que a formação de imagem também é linear.

Ativo

O 3D ativo estará presente na próxima geração de pares de óculos que acompanharão as novas TVs 3D. Com um chip no óculos, o que significa que eles requerem circuitos e bateria, eles são capazes de sincronizar a frequência de imagens emitidas pelo aparelho com o que as lentes devem ler.

Entretanto, diferente dos óculos polarizados, os modelos ativos são mais caros e, nem sempre, compatíveis entre marcas diferentes. Por exemplo, é possível encontrar óculos ativos da Sony incompatíveis com modelos ativos da Samsung.

A maior desvantagem da tecnologia fica por conta do modo como a leitura das imagens é feita, de maneira separada e não simultânea. O processo acontece muito rápido e o usuário não chega a perceber, mas nesse caso, quanto maior for a frequência, melhor será o resultado obtido.

Em compensação, como cada imagem é exibida de uma vez e não há sobreposição,  a fidelidade de cores e a qualidade daquilo você vê é a melhor possível entre as tecnologias 3D. Em média, um par de óculos 3D ativo pode custar entre US$ 50 e US$ 100 nos EUA. 

Barreira Paralaxe

Por fim, a maneira mais recente encontrada para permitir ao usuário ver imagens em 3D é a chamada barreira paralaxe. Ela dispensa o uso de óculos e é a tecnologia empregada no Nintendo 3DS e em alguns modelos de TV apresentados durante a CES 2011.

O funcionamento dela é similar ao dos óculos polarizados. A diferença é que todo o processo é feito em uma barreira colocada sobre a tela. As duas imagens produzidas são entrelaçadas simultaneamente. Graças à barreira de paralaxe, uma espécie de filtro, as imagens são divididas em ângulos diferentes, sendo percebidas de maneira distinta por cada um dos olhos.

Novamente, cabe ao cérebro processar as informações e entender que se tratam de duas imagens distintas para então alinhá-las dando a impressão de profundidade de campo. A imagem 3D, propriamente dita, não existe. O que existe é a ilusão de você estar vendo uma imagem com uma profundidade de campo bem maior.

Fonte: http://www.tecmundo.com.br

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